
Sejam Benvindos(as)...
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"Para conocer la noche...hay que apagar las
estrellas." (Tomas
Castro)
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Minhas Visitas...

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Esta noite
Maria do Rosário Pereira
Esta noite o vento ceifa os bosques e
uma raiva
sacode a terra. Se a voz
do mar chamasse pelas velas, os
estreitos
aguardariam um naufrágio. E se dissesses
o meu nome eu morreria
de amor.
Devo, por isso, afastar-me de ti – não
por ter medo de morrer
(que é de já não
o ter que tenho medo), mas porque a chuva
que devora as
esquinas é a única canção
que se ouve esta noite sobre o teu
silêncio.

Poema do amor-perfeito
Cecília Meireles
Naquela nuvem, naquela,
mando-te meu
pensamento:
que Deus se ocupe do vento.
Os sonhos foram sonhados,
e
o padecimento aceito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Imensos jardins da
insônia,
de um olhar de despedida
deram flor por toda a vida.
Ai de
mim que sobrevivo
sem o coração no peito.
E onde estás, Amor-Perfeito?
Longe, longe, atrás do oceano
que nos meus olhos se aleita,
entre
pálpebras de areia...
Longe, longe... Deus te guarde
sobre o seu lado
direito,
como eu te guardava do outro,
noite e dia,
Amor-Perfeito.
Recordação
Cecília Meireles
Agora, o cheiro áspero das flores
leva-me os
olhos por dentro de suas pétalas.
Eram assim teus cabelos;
tuas pestanas
eram assim, finas e curvas.
As pedras limosas, por onde a tarde ia aderindo,
tinham a mesma exaltação de água secreta,
de talos molhados, de
pólen,
de sepulcro e de ressurreição.
E as borboletas sem voz
dançavam
assim veludosamente.
Restitui-te na minha memória, por dentro das
flores!
Deixa virem teus olhos, como besouros de ónix,
tua boca de
malmequer orvalhado,
e aquelas tuas mãos dos inconsoláveis mistérios,
com
suas estrelas e cruzes,
e muitas coisas tão estranhamente escritas
nas
suas nervuras nítidas de folha,
- e incompreensíveis, incompreensíveis.
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Arranco o amado distante do meu corpo e me liberto
da
dor da ausência ou deixo que sua luz, tão forte quanto rara,
me
alimente os sonhos de calor? (Léa Waider)
*
... Como posso viver longe de ti...
Como posso
acender um candeeiro senão para te ver?
Como posso fitar uma parede por onde
não perpassa a tua sombra?
... Como hei-de abrir uma porta se não for para ir
ter contigo?
Como hei-de atravessar uma soleira se não for para te
encontrar?
Não, não podia viver longe de ti...
Dá-me a tua boca por um
momento...(Tasos Leivaditis, Tradução de Manuel
Resende)
*
...La poesía es como el viento,
o como el
fuego, o como el mar.
Hace vibrar árboles, ropas,
abrasa espigas, hojas
secas,
acuna en su oleaje
los objetos que duermen en la
playa..."(José Hierro)
Modo de amar
Astrid Cabral
Amor como tremor de terra
abalando montanhas e
minérios
nas entranhas da minha carne.
Amor como relâmpagos e
sóis
inaugurando auroras
ou ateando faíscas e incêndios
nas trevas da
minha noite.
Amor como açudes sangrando
ou caudais
tempestades
despencando dilúvios.
E não me falem de ruínas
nem de
cinzas, nem de lama.
*
Vem cá! Assim, verticalmente!
Achega-te...
Docemente...
Vou olhar-te... E, no teu olhar, colher
promessas do que
quero prometer,
até à síncope do amor na alma!
Colemos as mãos, palma a
palma!
A minha boca na tua, sem beijo...
Desejo-te até o desejo
se
queixar que dói.
E sou tua, assim, como nenhuma foi!
(Caminhos Frios
Leonor de Almeida, 1947,
Portugal)
*
Como eu não possuo
Como eu desejo a que ali vai na rua,
tão
ágil, tão agreste, tão de amor...
Como eu quisera emaranhá-la nua,
bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...
Desejo errado... Se eu a tivera um dia,
toda
sem véus, a carne estilizada
sob o meu corpo arfando transbordada,
nem
mesmo assim - ó ânsia - eu a teria...
Eu vibraria só agonizante
sobre o seu corpo de
êxtases dourados,
se fosse aqueles seios transtornados,
se fosse aquele
sexo aglutinante...
De embate ao meu amor todo me ruo,
e vejo-me em
destroço até vencendo:
é que eu teria só, sentindo e sendo
aquilo que
estrebucho e não possuo.
(Dispersão
Mário de Sá-Carneiro, 1914,
Portugal)
*
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Templates LaLi
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01
Quando vens mar,
rio.
Quando vens córrego,
sigo.
Se és regato,
canto.
Quando és Atlântico-
ó força espantosa
que escora meu cio,
meus anseios,
orgasmos
e desvarios -
“cresço em maré
quando mergulhas
em mim”.Maria Limeira
02
Recebo-te de braços abertos
para que me possuas
sobre as rochas
plantadas sob meus pés.Vens assim,
agitado espumante
pigmentas minh'alma
e sentes meu gosto
de destinoEnvolves-me em tuas águas
festejando o encontro ritmado
Dos braços – toques, das pernas – abraços
da pele dos poros – arrepiosVens, cresço em maré,
ao receber-te em mim
mar, mar atlântico!Andréa Motta
03
cresce a maré e o vento do mar
corre a linha do rego da areia
grão a grão
no mergulho segredo sabor marinho
verde azul branco sopro espuma
saciando o silêncio desejo
que conserva em si de a possuir
e ela bebe...beija...bebe
a salgada aventura de o sentirÍsis
04
Na ponta de uma corda
que construo com as flores,
em dança noturna
eu te desenhoe, numa estratégia da água
da alma, te deixo entrar.Minha pele abre-se em aves,
quando mergulho em ti;cresces, em maré,
danças comigo o poemaaté que as mãos toquem
o chão. E sejam.E agarrem a vida em forma de areia.
Sónia Regina
05
Espectro de consciência
Pega-me ao de leve no corpo entardecido do sol,
despe-me do laranja e do vermelho
e entorna-te sobre mim,
monocromático.
Sorve, voraz,
os alaridos da minha alma
e guarda-os em teus lábios
em penitência perene.
Apaga esse padrão repetido que me veste de dia
e desenha-me de novo, com traços convexos,
conexos ao desalinho
do tempo.
Figura-me nua
de sentimentos,
subtil
de entendimentos,
e preenche-me com a alvura inocente das gaivotas.
Sopra-me ao vento
e ganharei asas circundantes na altivez do céu,
espectro índigo que desce na bruma branca
das manhãs de Inverno.Vera Carvalho
***
sempre vai ser vc...não esquece...

...sempre de você meu EU...
Avassaladora
Gonzaguinha
Avassaladora senta no seu colo
lambe o pescoço
morde a orelha
enfia a língua
por entre seus dentes
tomando toda a sua boca
ela é louca
muito louca e,
ele adora sua mão
apertando o que deseja
com calor e com carinho
ensinando o caminho da loucura
e acabando com
seu medo de não poder
e o macho se solta
se larga, se acaba na
mão da rainha com todo prazer
e o macho desmonta
num grito de gozo
na mão da rainha
e desmaia
de tanto prazer**
para você...sempre assim EU...
Cio meu
Aqui quero você, vem...sinta o meu prazer latejar em sua boca, úmida e quente te dou de beber, assim como bebo de você e assim como sinto o gosto de meu macho em agonias, sinta o gosto de sua fêmea no cio e em agonias, esse longo e delicioso cio que cultivamos.
Vem bebe, é sua minha vida, meu êxtase, tudo é seu em mim, me engole, possua, tome para você e me deixe viver dentro de seu corpo, é o que desejo, ficar aí dentro, ser sua em você, assim carregará sempre meu gosto, meu corpo, meu cheiro e esse amor que tenho e vou ter sempre pelo meu homem...Agora vem mais, vem e entra com seu prazer, com seu sexo, entra e vamos terminar mais um ritual nosso cheio de ais, geme...me ouve também...quero você.
Pausa...estremecidos um no outro, ainda vibrando...temos uma calmaria em meu ciciar por você...
... amor, você tem exatamente 20 minutos, é o que te dou de tempo...depois...ahh...depois...
Lali
Encanta-me
...você chegou agora, a espera terminou e parados nos olhamos, hipnotizados, sentindo a força de todas as emoções, a respiração acelera e assim ja sabemos o que nossos corpos estão a pedir, essas nossas vontades tão intensas, esse tocar, o beijar, colar, apertar...esfregar...querendo um entrar no outro e perder os sentidos de tanto prazer.
Agora me abraça e beija, beija com toda a sua força, diz que me ama, me faz sua, me dê esse amor em toques e beijos misturados com palavras apaixonadas.
Toca em meu corpo, tira dele música e te darei um som que jamais ouviu...o de sua mulher, que te ama ao extremo, te deseja e te adora.
Olhe ali...aquela fonte em mim, você poderá entrar e sentir esse som melhor, vem...entra, isso...Veja como brilhamos em explosões, escuta o som...ouve...ele vem de meu corpo... é para você, sempre foi seu, só você ouve, porque me encanta, me ama e me seduz.
...Amo você...e adoro assim..nós...
Lali

Ele
Há tempos, quieta em um canto, sentia a presença dele,
a respiração, o cheiro de maresia que me atordoava. Foi um despertar lindo...
Ele me sentia ali e me encantou, me seduziu com sua força, sua paixão e bailávamos a volta um do outro, em uma longa dança de sedução.
Veio com as ondas do mar, homem do mar, que marcou meu corpo
com seu sal, com seu cheiro e tomou conta da minha mente.
Me coloca louca de desejos, vibro em suas mãos, vibro com seu corpo no meu.
Ahhh...sua voz em meu ouvido, falando meu nome, dizendo de amor, sempre intenso, indo de maresias a vulcão em seu gozo, ele me leva...
Cola sua boca na minha e junto falamos palavras desconexas de tesão e de amor.
Toca minha língua com a dele, murmura, sussurra e me faz gemer cada vez mais e peço, para que vá até meu gosto, porque quero o dele também em minha boca, ele vai, me suga e quer ser sugado.
Me aperta, beija, tira a respiração, me dobra, me penetra, geme, vem comigo, e vamos ao infinito...
Ahhh, o meu amor, o meu homem, que me fez sua mulher, sua puta,
sua fêmea, sua santa e sua rainha.
E depois, silêncio...E em um beijo somente, diz o quanto me ama...Em silêncio...ofegantes...eu o amo...
LaLi
para você Eu...de mim...

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Luz ENCANDESCENTE
Amavam-se sempre olhando.
O amor era sempre luz, nunca sombra.
Precisavam ver além de tocar.
Fixar pormenores, capturar momentos.
Seguiam sempre os gestos, o caminho das mãos.
Havia sempre o olhar.Havia a dança, o ritmo dos corpos.
As melodias secretas que só os dois sabiam.
Melodias que só os dois ouviam.
Que só os dois sabiam dançar.
E havia o dizer dos gestos, o seguir a voz.
O riso solto e conjunto que os unia mais.
As frases inesperadas que soltavam.
As frases que tornavam o corpo mais livre, mais audaz.Havia a alegria de estar.
O amor riso.
Prazer.
Luz.
Encandescente
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Magia
Tocas-me
Fico imóvel
Magia flui dos teus dedos.
Como um Houdini
Desapareces no meu corpo.
Perco-te num fechar de olhos,
Descerras-me
Soltas todas as correntes
Abres-me
Penetras-me.
Prendendo-me,
Dás-me a liberdade.
E é essa a magia
Ser livre
Assim presa em ti.Encandescente
Dorme, Estou Aqui
Ficou quieta, fechada naquele abraço, enquanto ele dormia.Ela era calor e presença que protegia o sono.
Não ousava mexer-se.
De vez em quando ele apertava-a mais.
Ela sentia, sabia, que o sono não era calmo, que muita coisa o perturbava.
Queria dar a paz. Ser paz.Olhava-o. O rosto dele contraído, tenso, mesmo dormindo.
A vida perturbando a pausa merecida. A vida interferindo no sono.
A vida que não permitia tréguas, pausas, ou descanso.
- Gostava tanto que tivesses paz meu amor. Pensou.
Com um gesto cauteloso, para não o acordar, pousou-lhe a mão nos olhos
quando ele agitado os contraiu.
Criou assim uma dupla defesa, outra protecção além da dos olhos fechados,
para que nenhuma imagem exterior entrasse no sono dele e o interrompesse.
Protegia-o.Ele relaxou, descontraiu-se, apertou-a mais.
A respiração tornou-se mais calma, a ruga de dor desfez-se.
Ela continuou imóvel protegendo-o.
Desejando ser paz.Encandescente
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Os olhos penetrando os olhos
Os olhos penetrando os olhos.
O corpo penetrando o corpo.O rio de suor que escorria entre eles e colava a pele.
E era rio na pele.
E o corpo lança que a trespassava, que arqueando o corpo recebia em si,
que apertando as pernas pedia que a rasgasse mais.
Os olhos penetrando os olhos.E as mãos cordas que a enleavam.
As mãos que a exploravam, a apertavam. As mãos que a prendiam ali.
E as dela no rosto dele decorando a face que tem o prazer.
Os olhos penetrando os olhos.O corpo dele que a engolia, a comandava, a prendia.
O corpo que exigia cada vez mais.
Os olhos penetrando os olhos.E a pausa que ele não permitia, o corpo marcando o compasso.
A voz que a incitava.
A lança que a trespassava, os olhos penetrando os olhos.
E a explosão simultânea. O abrir de todas as comportas.
O rio que entrou nela e o dela que o alagou.E o rosto que descansou no rosto.
E a paz nos olhos que se fecharam.
Encandescentebjus meu mo EU.
para vc...

...
Deixa que eu brinque
de morar em seu corpo
e assim alcance o verso
que urra em meu peito
louco para ter espaço
em sussuros que segredo
aos seus ouvidos famintos
de um pouco mais
do calor de minha volúpia
Faz um movimento em vulto
e fico essa mulher frágil,
despudorada, vadia e amante
a aprofundar o mundo
de suas noções.
Brinque com meus dedos
enquanto sinto seus lábios
a molhar meu desejo
e entorno--me inteira
aos seus caprichos.
Finca em mim suas fantasias
quando engulo sua fome
e salivo nossas loucuras
em um tom que sabem os amantes.
Abra-se inteiro a minha boca
e mesclo carinho e tara
em seus poros nus
aos meus apelos por mais .
Não fuja ao que quero,
nem negue o que sente
quando nossos corpos
completamente já sem juízo
endeusam o momento supremo
de nos penetrarmos em explosão.
Rasga-me em gemidos, mordidas,
e deito-me ao seu sexo
sequiosa de que o estar
atinja o ápice do ficar
esquecida em seu prazer
que me escorre pela boca,
olhos, órgãos, alma...
Faz assim...
E fico,
sua,
profundamente sua
nos lençóis que nos chamam.
Eliane Alcântara.
Plena imaginação.
Amo seu cheiro que vem com o vento
Acordar meus suspiros, acender minha teimosia.
Amo suas mãos delirantes a passear meu corpo,
Descobrir novas formas de prazer.
Entrego meus sentidos aos seus delírios,
Quentes abraços de ternura.
Visto a tarde de sussurros em seu ouvido,
Aninho minha sede em sua pele adocicada.
Beiro a consagração de nossos órgãos,
Enlaço nossas bocas ao cabível no que entorna de nós ao ar.
Relaxo minhas conclusões, embaralho nossas vestes.
Deslizo audácia em sua fome, comendo do que nos alimenta.
Amo sua determinação ao tomar-me,
Ao conduzir-me ao paraíso dos mortais,
Quarto crescente de tudo que nos é destinado.
Escolho um som para nos musicar
E de olhos fechados valso seu corpo
Em serena e louca perseguição.
Amo essa fantasia ensolarada, esse perfil cabalístico,
A tecer de nós um desejo único:
Esgotar de prazer escoando em início
O fogo que me queima quando penso em você.Eliane Alcântara.
Musical.
Acordo o leve som de uma flauta
Canções chovem encantos aos ouvidos
A vida barco de notas madrugada sem pudor,
Despe carícias na pele acesa, farol cintilante.Noutras eras molda a voz o silêncio,
Cortina de amantes contaminados,
Luminosidade valsante no arco escuridão
Pleno facho de desejos a sinalizar amor.Páginas, molhadas ondas, agregam flores,
Algas marítimas na doce água do sonho,
Vento benfazejo no coral carne
_ aberta ao centro dos olhos (pupilas...).É noite de quem escorre paixão
Bailam corpos agarradas arraias,
Rochedos incansáveis dos beijos úmidos
No fundo onde inicia o prazer.Longe, bem mais perto do gozo,
Nereidas pronunciam no canto-sexo
O mito da conquista a outros solitários
Dispostos a desbravar: o impossível realizadono mar interno de cada qual.
É dia. Coloridos sons acalmam a fera,
Monstro de um poema sem rédeas.
Ele vem, cantam os ares, alumia o farol paixão. Canto.Eliane Alcântara.
...bjus...pra vc

DESEJO
O que é o desejo
senão na possibilidade do beijo
sentir o gosto da minha boca
através da tua.
Que é o desejo
senão descobrir-me através de ti
sentir em tuas mãos o contorno do meu corpo
coxas, ventre e seios
em carícias sem rodeios.
Que é o desejo
Senão querer ser querida
E como brasa numa grande fogueira
Deixar-me consumir
Deixar-me possuir
Alimentado o algoz
Queimando em fogo feroz
Até não mais existir
Que é o desejo
Senão uma grande ansiedade
Mola que impulsiona meu viver
Que me faz procurar-te por toda cidade
Que me deixa louca de saudade
Sempre querendo te ter?
Pois se te tenho
Encontro-me
Em ti me descubro
Teu prazer é o meu prazer
Meu viver só tem sentido
Por você
Somos duas metades que se procuram
Que se completam
Que se atraem
Que precisam estar unidas
Por toda a eternidade
Desejo e saciedade.Cristina Tinôco
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REVELAÇÃO
Sinto falta desses seus olhos
que desnudam meu corpo, sem tocar,
e que não escondem o brilho
do desejo ao me olhar.
Sinto falta dessa sua boca
que sabe se insinuar com malícia,
e despertar na minha todas primícias.
Sinto falta dessas suas mãos
que sabem como percorrer minha pele
e tocando esconderijos,
desvendam tudo aquilo que me impele.
Sinto falta dos seus abraços
que sabem me envolver e me puxar
pra bem junto de você
e me fazer, como louca, desejar.
Sinto falta do seu corpo,
que sabe despertar um sexto sentido,
neste meu corpo de fêmea,
que era, antes, adormecido.
Sinto falta do seu suor
em minha pele, exalando o odor
do seu ímpeto
pela consumação do nosso amor.
Sinto falta do seu sexo
que, maravilhosamente,
no meu se completa,
revelando ao mundo
minhas fantasias mais secretas.
Sinto falta do jeito que me seduz,
do modo como sabe dizer que me quer
porque é você e só você
quem me faz sentir...mulher.Silvia Munhoz
A Aurora que me adivinha
Nesse teu olhar de peregrino,
Que te dá um jeito tão divino,
Escondes o azul que me enleia,
És meu oceano e eu, tua sereia.
Amo-te assim e tanto e tudo
Meu insaciável furacão,
Com o mesmo amor mudo
Que um poeta ama a paixão.
Mar revolto ou férreo deserto,
Salva-me teu corpo em alívio,
Me perfuma teu odor aberto,
Ora de enigma, ora de fascínio.
Assim como queima o incenso,
Tal é o desejo que me arde,
És o deus do meu anseio intenso,
Que me toma e doma sem alarde.
Ah! Essa tortura... minha delícia...
Que tão suave mas tão forte,
Fazes renascer na tua carícia,
Minh'alma tantas vezes à morte.
Teus meandros amorosos...
Tua pele, tuas mãos nervosas...
Com movimentos langorosos,
Compõem-me em notas maviosas.
Muitas vezes me tens perdida,
Na tua sanha misteriosa,
São teus beijos... ou mordidas,
Que me colhem tensa rosa.
Adivinhas-me tua amante...
Com risos, desse meu sem jeito,
Mas pousas, logo, num instante,
Lábios e mãos sobre meu peito.
Serena, tal lua em céu bordado,
Sob teus suspiros e gemidos,
Meu grito em lume arrebatado,
Ecoa em silêncios consumidos.
Minha sede em ti se sacia,
Minha alma em ti se revigora,
Das minhas noites de agonia,
Tu és a luz da minha aurora.Lizete Abrahão
*****
para vc...beijos..Lali

Dá-me de comer da tua boca,
minha boca, tua língua, dentes,
lábios, saliva.
Dá-me de comer dos teus olhos,
meus olhos, água, cílio,
pálpebra, viva.
Dá-me de comer de ti,
disso em ti que sou eu
e és em mim,
tudo fundo agora sempre antes,
gigante, sem fim.
Dá-me de comer assim,
como quem morre e ressuscita,
além.
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Dói em mim o que não esperava, essa manhã que se alonga, essa noite entrelaçada. Dóem em mim os vestígios do teu corpo, lágrima no canto do olho, resto de riso ao meu confundido, teus dedos finos misturados à minha carne, a voragem da tua língua. Dói em mim a luz imprecisa da madrugada, acordes da tua voz emaranhados aos meus cabelos, aderidos ao adormecer dos sentidos. Dóem em mim as tuas marcas difusas, os rastros da tua saliva, a imperfeição definitiva da tua chegada - dor invertida, contentamento denso, gozo secreto, felicidade nova e funda que não entendo, mas que me pertence, um pouco mais a cada dia.
Dá-me tua mão, pássaro e lâmina, sobre meus olhos escuro e medo, sobre minha pele rastro d’água, sobre meus seios ninho e animal faminto. Dá-me tua mão, entre meus lábios, vão da gengiva, fio dos dentes saliva e carícia, entre meus cabelos, emaranhado novelo, afago e rédea, arreios, seguro sobre meu dorso, jugo aflito e pleno. Dá-me tua mão, extremadura da carne, serpente e visgo, pelas frestas, ao fundo, lava quente da terra, em sobrevôo leve, pela mansidão os cimos mais frios. Dá-me tua mão, ao redor do pescoço, na medida da cintura, um pouco acima dos joelhos, dedos em busca de um perfume perdido, temperatura improvável. Dá-me tua mão, sossego e resgate, lança e laço, tua mão de morte, de parto, de flagelo, de encanto, dá-me a tua mão de flor e canela, de gosto amargo e encontro, desespero e descanso.
Ticcia
http://www.naodiscuto.compara vc...de nós...de sua...

"Teu corpo de mar...
Meu mar infinito.
Renasço na fímbria do mar, do teu mar de sargaços,
no teu mar de desencontros e naufrágios
Renasço na tua boca de sal,
No teu cheiro a maresia,
Renasço em cada onda tua, envolta em grinaldas de espumas,
Em véus de saudade"
Maria Branco
"Foi luz e trevas, foi calor e frio, foi tudo e nada.
Encheu-me a consciência da minha insignificância,
De que nada posso e de que aquilo que quero não conta.
É hoje certeza de que o que possuo não é meu mas do destino.
E ontem, já só braseiro, alimentou-me a solidão,
Pois tu não estavas...
Ah, se os teus dedos pudessem limpar a fuligem dos meus olhos
E a tua boca varrer as cinzas que cobrem a minha,
Por baixo estaria um sorriso à tua espera
E sentir-me-ia compensada!
Vem! Depressa!"
Maria Branco
"Hoje quero ser escritora sobre o papel do teu corpo.
Vou te gravar na pele, em palavras, aquilo que de dentro me trazes
Para que, por absorção, regresse ao teu ser e jamais se perca
E este ciclo se mantenha eterno.
A caneta é esta boca que repete à exaustão o que me fazes sentir
E a tinta, indelével, é o amor que sinto por ti.
À medida que escrevo vou-te cobrindo de pétalas vermelhas
que esvoaçam ao encostar das nossas bocas, ao juntar dos nossos alentos em
uníssono..."
Maria Brancobjus...LaLi

Modos de Amar, Maria Teresa Horta
Modo de amar – ILambe-me as seios
desmancha-me a loucura
usa-me as coxas
devasta-me o umbigo
abre-me as pernas
põe-nas nos teus ombros
e lentamente faz o que te digo:
Modo de amar – IIPor-me-ás de borco,
assim inclinada...
a nuca a descoberto,
o corpo em movimento...
a testa a tocar
a almofada,
que os cabelos afloram,
tempo a tempo...
Por-me-ás de borco;
Digo:
ajoelhada...
as pernas longas
firmadas no lençol...
e não há nada, meu amor,
já nada, que não façamos como quem consome...
(Por-me-ás de borco,
assim inclinada...
os meus seios pendentes
nas tuas mãos fechadas.)
Modo de amar – IIIÉ bom nadar assim
em cima do teu corpo
enquanto tu mergulhas já dentro do meu
Ambos piscinas que a nado atravessamos
de costas tu meu amor
de bruços eu
Modo de amar – IVEncostada de costas
ao teu peito
em leque as pernas
abertas
o ventre inclinado
ambos de pé
formando lentos gestos
as sombras brandas
tombadas no soalho
Modo de amar – VDocemente amor
ainda docemente
o tacto é pouco
e curvo sob os lábios
e se um anel no corpo
é saliente
digamos que é da pedra
em que se rasga
Opala enorme
e morna
tão fremente
dália suposta
sob o calor da carne
lábios cedidos
de pétalas dormentes
Louca ametista
com odores de tarde
Avidamente amor
com desespero e calma
as mãos subindo
pela cintura dada
aos dedos puros
numa aridez de praia
que a curvam loucos até ao chão da sala
Ferozmente amor
com torpidez e raiva
as ancas descendo como cabras
tão estreitas e duras
que desarmam
a tepidez das minhas
que se abrem
E logo os ombros
descaem
e os cabelos
desfalecem as coxas que retomam
das tuas
o pecado
e o vencê-lo
em cada movimento em que se domam
Suavemente amor
agora velozmente
os rins suspensos
os pulsos
e as espáduas
o ventre erecto
enquanto vai crescendo
planta viva entre as minhas nádegas
Modo de amar – VIInclina os ombros
e deixa
que as minhas mãos avancem
na branda madeira
Na densa madeixa do teu ventre
Deixa
que te entreabra as pernas
docemente
Modo de amar – VIISecreto o nó na curva
do meu espasmo
E o cume mais claro
dos joelhos
que desdobrados jorram dos espelhos
ou dos teus ombros os meus:
flancos
na luz de maio
Modo de amar – VIIIQue macias as pernas
na penumbra
e as ancas
subidas
nos dedos que as desviam
Entreabro devagar
a fenda – o fundo
a febre
dos meus lábios
e a tua língua
Vagarosa:
toma – morde
lambe
essa humidade esguia
Modo de amar – IXEnlaçam as pernas
as pernas
e as ancas
o ar estagnado
que se estende
no quarto
As pernas que se deitam
ao comprido
sob as pernas
E sobre as pernas vencem o gemido
Flor nascida no vagar do quarto
Modo de amar – XA praia da memória
a sulcos feita
a partir da cintura:
a boca
os ombros
na tua mansa língua que caminha
a abrir-me devagar
a pouco e pouco
Globo onde a sede
se eterniza
Piscina onde o tempo se desmancha
a anca repousada
que inclinas
as pernas retezadas que levantas
E logo
são os dentes que limitam
mas logo
estão os labios que adormentam
no quente retomar de uma saliva
que me penetra em vácuo
até ao ventre
o vínculo do vento
a vastidão do tempo
o vício dos dedos
no cabelo
E o rigor dos corpos
que já esquece
na mais lenta maneira de vencê-los
Modo de amar – XI((Teu) Baixo ventre)
Nunca adormece a boca no
teu peito
a minha boca no teu baixo
ventre
a beber devagar o que é
desfeito
Modo de amar – XII(Os testículos)
Tenho nas mãos
teus testículos
e a boca já tão perto
que deles te sinto
o vício
num gosto de vinho aberto
Modo de amar – XIII(As pedras – As pernas)
São as pedras
meus seios
São as pernas
pele e brandura
no interior dos
lábios
rosa de leite
que sobe devagar
na doce pedra
do muco dos meus lábios
São as pedras
meus seios
São as pernas
Pêssegos nus corpo
descascados
Saliva acesa
que a língua vai cedendo
o gozo em cima...
na pedra dos meus
lábios
Jogo do corpo
a roçar o tempo
que já passado só se de memória,
a mão dolente
como quem masturba entre os joelhos...
uma longa história...
Estrada ocupada
onde se vislumbra
(joelhos desviados na almofada )
assim aberta o fim de que desfruta
o fruto do odor
o fundo todo
do corpo já fechado.
Modo de amar – XIV(As rosas nos joelhos)
São grinaldas de rosas
à roda
dos joelhos
O âmbar dos teus dentes
nos sentidos
O templo da boca
no côncavo do espelho
onde o meu corpo espia
os teus gemidos
É o gomo depois...
e em seguida a polpa...
o penetrar do dedo...
O punho do punhal
que na carne enterras
docemente
como quem adormenta
o que é fatal
É a urze debaixo
e o fogo que acalenta
o peixe
que desliza no umbigo
piscina funda
na boca mais sedenta bordada a cuspo
na pele do umbigo
E se desdigo a febre
dos teus olhos
logo me entrego à febre
do teu ventre
que vai vencendo
as rosas – os escolhos
à roda dos joelhos, docemente.
Modo de amar – XV(A boca – A rosa)
Entreabre-se a boca
na saliva da rosa
no raso da fenda
na fissura das pernas
Entreabre-se a rosa
na boca que descerra
no topo do corpo
a rosa entreaberta
E prolonga-se a haste
a língua na fissura
na boca da rosa
na caverna das pernas
que aí se entre-curva
se afunda
se perde
se entreabre a rosa
entre a boca
das pétalas

Concierto a puertas cerradas
Tomás CastroCon estas manos hechas para ti
quiero
uno a uno tocar
los instrumentos de tu cuerpo al palparte
me salen tonos
partituras
música en fin
de todas partes se precisa un golpe
de batuta
para tocarte sin desafinar estás llena de violines
en ti los pájaros ensayan
sus últimas canciones
en ti debuta una alta fidelidad
que termina
entre mis dedos
haciéndote fraterna amo tus instrumentos
cuando me inundas de sonidos
cuando tu cuerpo me nombra
el músico más grande que nadie se sienta herido
– ni bach ni beethoven
ni los trompetistas del juicio final – eres un concierto
que sólo yo puedo tocar.
Segredos
Vou murmurar-te ao ouvido
O que farei com o teu corpo
Estendido numa cama à minha mercê.
Dir-te-ei como te beijarei os lábios
Como te morderei a língua
Como te lamberei o pescoço
E descerei no teu corpo
Até chegar ás tuas coxas.
Contar-te-ei num suspiro
Como te afastarei as pernas
E as tocarei por dentro
E me aproximarei devagar
Do teu sexo que me aguarda.
Desejarás então acelerar o tempo
Para que chegue depressa o momento
Que a minha voz te segreda
Que a minha voz te sussurra.
(Encandescente)
No arameEquilibro-te na minha boca,
Percorro-te,
E num equilíbrio precário
Tentas não cair e não te esvair
Na minha boca
Em prazer.
Prendo-te com saliva
Quando contrais o corpo,
Quando arquejante vacilas
Quase no limite,
Para que não caias
Para que não te esvaias
Para te manter, assim,
No prazer suspenso.
Mas quando te sorvo e quando te mordo
Quando estico o arame
Que é a minha boca
Que caminha em ti,
Perdes o equilíbrio e num grito rouco
Cais nas minhas mãos,
Rede que construí
Rede que teci
Para aparar a queda e te segurar
Para te guardar e reter em mim.
(Encandescente)
Elementos
És vento que agita o meu corpo
Quando o fazes ondular
Me encrespas a pele
A marcas e te assinalas
Em rugas de prazer.
És fogo que progride
Quando me abraças e abrasas
Me incendeias
E me tornas labareda
Brasa incandescente, fogueira a arder.
És água quando o suor brota
E as gotas se tornam mar
E me molham e te molham
E nos colam um no outro
Água prazer que sai de dentro
Mas que não apaga o fogo
Que tu,
Labareda que se espalha com o vento
Acendeste na minha pele.
E eu sou terra
Que queimas e assolas
Que varres e devastas
E depois
Tu rio, nela desaguas
Semeias, fazes renascer.
(Encandescente)....beijos...LaLi

Você derrapa em minhas curvas,
Se perde no brilho dos meus olhos.
Eu quero você corsário a perseguir meus segredos
Você fica a espera do meu chamado,
Eu não quero te chamar, quero ser possuída pelo seu desejo.
As palavras mais uma vez, matam o desejo.Kyra
Vou derreter em sua boca,
Como um bom chocolate.
Posso ser doce,
Meio amargo,
Picante se for com pimenta,
Recheada de surpresas.
Venha sentir minhas delícias,
Me fazer gemer baixinho
E quando estiver saciado de minhas
Várias nuances de sabor
Deixarei em sua lembrança
O gostinho de quero mais!Kyra
Este desconhecido,
Mexeu com minha alma.
Acordou a paixão adormecida,
Acendeu o fogo, que julguei apagado.
Descontrolou o que era controlado.
Inundou-me de quereres,
sonhar com o por do sol.
Quero me desmontar
Entregar-me aos desejos
Despentear seus cabelos
Perder-me em seus braços
Incendiar minha alma
Ser tua.
Kyrauma linda semana para vcs...beijoss


Encarnada
Tânia Lima
Sinto que poderia extrair de minha alma sua essência.
É que alma assim escancarada,
Brilhante feito purpurina
(Dessas que parecem maiores do que seus registros),
Levam a crer que podem ser torcidas
Para que, gota a gota,
Se extraia delas a sabedoria.
É que meu corpo, este pobre coitado,
Está nela contido
(Quando deveria ser o contrário)
E é por ela arrastado,
Levado a seguir sem arbítrio,
A viver a história apaixonada
Pendente, de outras vidas.
Alma autoritária esta minha!
Governa, ordena, fala o que quer,
Se contradiz.
E o meu corpo...
Encantado e subserviente,
Sob o jugo de uma alma essencialmente feliz.
Sim, poderia extrair de minha alma a essência
E vendê-la em pequenos e delicados frascos encarnados:
"Poção de Felicidade".

Luz
Tânia Lima
Deixarei acesa uma pequena chama...
Estará em minha cabeceira
Apenas um tênue brilho...
Simples assim...
Pois que, na escuridão da noite,
Temo não encontres o caminho...
Adormeço assim...
Bruxuleante.
Receosa de que teu espírito
Se perca em outros sonhos
E não me encontre.
Então me cubro com a luz que dança
E invoco sua magia...
Estarás preso a mim nesta madrugada
Como o pavio na vela que fito...
Assim, entre o profano e o divino,
Faço de ti minha crença.
Estremeço...
Banhada de cera quente
A deslizar por meu corpo...
A derreter-me...
Escorrendo em mim
Tua presença.
Adormeço

Plenitude
Tânia Lima
Ando tão repleta de mim!
Quisera dividir com outras pessoas
este esplendor que me habita a alma.
Mas, ao tentar fazê-lo,
O que divido é pouco.
E digo a mim mesma:
"Calma...calma!".
Este coração borbulhante de amor...
O que consigo passar?!
Apenas um carinho meloso e excessivo,
Um arremedo do que me toma o peito.
Quisera deixar transbordar um pouco da ternura,
De toda esta que me sufoca;
Deste destempero de emoções alucinantes;
Deste desvario de arrepios que me percorrem a espinha.
Mas, ao tentar fazê-lo,
O que transborda é um fio d¿água,
Comparado ao caudaloso rio de sentimentos.
Como fazer para despejar de mim esta gigantesca onda de lava,
Esta força que me torna ardente,
Esta labareda que me inflama
E que me atiça inteira?!
Ao tentar fazê-lo,
Uma marola brota de mim
E respinga apenas fagulhas
Do que me queima por dentro.
Quisera sim
Dividir esta plenitude,
Este êxtase de espírito,
Este pedaço de mulher incandescente...
Quisera ter o poder de doar mais
Deste mel que corre em minhas veias.
Então vou me derretendo aos poucos...
Vou espalhando minhas risadas,
Deixando pelo caminho meus conselhos,
Minhas palavras adocicadas,
Minha "melosidade"....
Vou permitindo que enxerguem um pouquinho meu avesso,
Vou tropeçando em meus chamegos,
Deixando vislumbrar esta adolescência retardada...
Vou me doando, transbordando meus cuidados.
E esta plenitude...
Ah...esta, só consigo dividir com meu amado.
***
amo esse blog...é da Tânia Lima..visitem é lindo!!
http://www.aflordapele.blogger.com.br/
beijos e lindo final de semana....


Sempre, de vez em quando
Leila Míccolis
Toda vez que amanheço
de porre, sem ter bebido,
é prenuncio de tempestades.
Os calos não doem
com a mudança do tempo,
mas meu coração dispara
e o olfato fica mais aguçado
que faro de perdigueiro.
Nestas horas,
não adianta ninguém me dizer
que "viver é experimentar",
porque o máximo que eu consigo
é avaliar as avarias
causadas pelos arpões.
Desejo
Stela FonsecaDiante de mim
o seu corpo
belo
firme
quase nu
com cheiro
de mar
e de amor.
Diante dele
o meu querer
o meu desejo
intenso
inteiro
integral
indescritível
de tocar
cheirar
sentir
aquele corpo
aquele homem
aquele amigo
desejo.
Aqui me encontrarás
Salette Tavares
Aqui me encontrarás
dormindo-me silêncio
no fumo que os telhados
perfumam de pinheiro,
aqui me encontrarás
e a lua no meu ombro
vermelha do ardor
meu sangue companheiro.
Eco que eu sou
na morte de uma era
aninham os meus braços
outonos de fulgores
e os pássaros da noite
em seus olhos de espera
escutam o arfar
do perfume das cores.
Aqui me encontrarás
floresta de vermelho
segredo de vulcão
zumbindo-me no peito
aqui me encontrarás
quente fornalha de espelho
brasa amarela de vida
sol da cor com que me enfeito.
Minha forma uma montanha
de seios que a lua aquece
meus braços caminhos de água
por toda a serra a descer
recorta-me a tarde morta
perfil que o céu enlouquece
rumor remanso de frágua
brilho lunar a correr.
Prata de frio entornada,
carreiro meu sangue d´albas
esplendor de muro húmido
em leques de fetos verdes
langores de musgo veludo
em sombra de plantas malvas
em ti me sei e me escuto,
em ti me escorro e me bebo.
Aqui me encontrarás tão de longe navegada
afago de ares anjos
no oceano de uma asa
nesta terra em que me mostro
aqui de além coroada
sou água que a chuva traz
à sua primeira casa.


Saudade…
Tantas vezes, a sinto!
Saudade de tocar o teu cabelo
Saudade do teu olhar de “menino” doce
Saudade das tuas mãos suaves, que tocam o meu rosto
Saudade do teu cheiro que me embriaga
Saudade da tua pele macia que me aquece e contagia
Saudade do teu respirar, junto ao meu ouvido
Saudade do teu abraço forte... meu porto de abrigo
Saudade do teu afago no meu cabelo
Saudade dos teus lábios (encaixe perfeito dos meus)
Saudade do teu coração em louco desvario
Saudade da tua protecção, do teu carinho
Saudade do teu sussurrar, como melodia que me embala
Saudade de ti…que num beijo teu, me cala…
Saudade…
(Lúcia Machado)

Busco a razão nítida de ti
No mais intimo de mim
É o teu nome que me desperta
No silêncio que me embala
Nos braços da noite…
As palavras revelam-se à luz da Lua
Acariciando os sonhos que despem todas as verdades
E no teu peito repouso
É o teu coração, que acalma o meu desespero
E todos os teus gestos confessam o teu amor…
É nele que me deito
Entre o sentir do teu beijo,
Caminho que me leva, na cumplicidade do desejo
Desvendo-me às palavras surdas dos teus silêncios
Na imprecisão do que julgo saber
(Lúcia Machado)
Nas linhas perfeitas do teu rosto
A linguagem jamais expressa
Onde as minhas mãos alcançam
O sussurro do teu olhar incontido
E na tua boca…
Resta-me o abrigo, dos meus lábios órfãos
Procurando o agasalho deste tempo
Que me consome a serenidade
É somente minha, a febre imensa que lateja
Na alma que arde sob um coração que flameja
(Lúcia Machado)
http://luciamachado31.blogspot.com/
visitem..leiam..vcs vão gostar..linda noite e lindo final de semana...Lali..bjus..


Doçura
Nas linhas da minha fantasia
desenho milimetricamente teu corpo
percorrendo cada canto
cada encanto
e sinto em mim refletido
o teu contato aglutinado
que joga na pele
o cheiro do afago
e deixa a boca salivando
desejos e sabores
Louise Tommasi
Sentido
Você calou a boca
da tua literatura em mim
e todos os meus dizeres
perderam o sentido
e a boba mania de esticar sentimentos
e derramar tinta
nas coisas desbotadas do mundo
Então, escureci
Louise Tommasi

Aos tropeços
Entre goles, afagos e lampejos de paixão
Meu corpo inebriado reclama o teu
Disperso do caminho que tracei
Alojado e surdo aos apelos do que me é premente.
A boca entreaberta soletra teu nome
Que passeia sem rédeas no meu sentir
Os olhos plasmam formas e cores
Da tua imagem desenhada nas curvas do meu desejo
Te quero por inteiro,
Na urgência da pele febricitada.
Te quero me tocando qualquer nota,
Na capela da tua boca salivando prazer.
Te quero sem estar subordinada ao nada
Que se deita entre nós
E paralisa o meu movimento cadenciado
Te quero na totalidade do meu querer,
Às vezes confuso e dividido,
Às vezes soberano e devastador.
Milímetros nos impedem o toque
O roçar de corpos
O engolir de bocas
Que gritam e se espatifam
Nos impedimentos
Nos fragmentos
Que o destino
Nos impõe...
momentaneamente.
Louise Tommasi

Um beijo....lindo final de semana....LaLi

